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Figura6

Can you do me a favour? Just love me. Don’t think about tomorrow, if you will get hurt, or either, if you can’t handle some kind of rejection. We all have to deal with several types of rejection, and, as much we care about, more it can get worst.
What stops you? Don’t think I am attractive? You want sex? So do I! But I would not have sex with someone I don’t respect as a person. I want to know more about you! The fact you want to have sex with me and do not care about who I am, kind of freaks me out!
Yet, I have to risk. I risk all the time! I have to trust, and not be afraid of betrayals. But, as time passes, I get less motivation to try out something that can be very disappointing.
And I ask you this: you must love at first sight, as I do. Otherwise the tiny possibility of our romance will blow up in a first doubt, sooner or later.
It is hard for me to understand, why I have so much to give and I am lonely, while you, who did not risk, and don’t give yourself, are not (alone).
He is not alone, she is not alone, they are fucking sick on their minds, they tried to kill me, not only once, but several times. They are not nice, at all. They are crap shit people full of money to by desperate souls that can do any kind of service for money.
In resume, they have no love in their hearts. If they had, at least, a little bit of love, they would live the story behind to new chances.
Once I loved a guy who could not forget, or forgive (himself). Well, there are many stories, I don’t think I want to go through to this now (again, and again, and again). I wish we could have a friendship, but for all the events, that wish did provoque my highest failure.
This is an idealistic -not just romantic- person: we really believe in all sort of changes, including people’s character.
There something you all must know: people do change. In violent Rio city we have seen so many criminals at shanty towns becoming a normal worker, father of family, and so on. We have seen so many girls disturbed with drugs and sex, doing normal jobs, and providing, themselves, their children. And, pay attention to this: here is not like England, where the state provide a nice place to the young mothers, and even some kind of salary to them to carry on… So, this people take their responsibility with no help or social assistence. And, let’s say, we all pay taxes for the social assistence, even to unemployed and other people in trouble (like me, right now, for instance). But we don’t get it. You bastards, still everything from us: youth, love, dreams, faith, and, in the worst cases, even the good health.
How long you pretend to carry on with this disgusting attitude? Just love man! We have the most beautiful thing in earth: nature! We have knowledge, we have our language to comunicate, make poetry, and all diferent types of art, that feed our dreams, perceptions and science!
Take your own responsibility by trying out other people’s shoes! What do you have to loose, if you have all that you need? At the moment, I don’t have all that I need, because I thought of your needs, and you didn’t think about mine. So, is out of balance.
And, you must know, your wrong attitude towards me, unfortunately did attract other same attitudes that is tricking in a position really uncomfortable, and was not what I wished for, I battled for, I cultivated, and worked for. But life around brutal animals are like that. If some coward succeed to take advantage of you, while you are alone, you will be a hero to escape, but you won’t escape without wounds.

Vândalas!

pussyriot

xerecasatanik

Das Pussy Riots a “xereca’s satanik” , as mulheres vêm vandalizando com a idéia de moral, desde que expõe seus corpos, e os manipulam.
Meninas “black block” podem ser também ciclistas nuas , todas vandalizando alguns “bens imateriais” relacionados a moral do controle dos corpos, especialmente o controle e dominação do feminino e sua natureza, assim como a natureza geral de tudo e todas as coisas.
Há LIRISMO na rebeldia. Há AMOR neste “sentido de destruição” que clama por mudanças!
;-)

A propósito… toda hora aparecem estas notícias:

http://www.theguardian.com/world/2014/jul/15/vagina-selfie-for-3d-printers-lands-japanese-artist-in-trouble

Blur

FIGURA 8
ouvindo e assistindo o show do Blur senti o ‘deja vu’ dos pés descalços na grama alta do Hampstead Heath. Os mergulhos nos seus lagos gélidos, provocando choques térmicos absurdos nos dias de verão com ‘rash’. Um mergulho de décadas coladas como uma sanfona tocando nas ruas de Nothing Hill até Portobello Market. A frase emblemática na escola de inglês:”if you are tired of London, you are tired of Life”. Fui corajosa de estar ali, “standing by myself”, mas parecia também aquela garota do vídeo-clip com o seu coração imenso diminuindo a cada dia nos concretos e batalhas de uma cidade fria. Pensar nos sonhos de amor perdidos, pra quê? Os relacionamentos não dependem somente de você. É sempre mais fácil prejudicar quem já está prejudicado, e julgar quem não têm defesas, escudos, proteções na ordem da estrutura.
Os marginalizados e desfavorecidos serão sempre os responsáveis pela sua “má sorte”, qualquer “passo em falso” será atestado disso ou daquilo. E, o que importa, se ninguém se importa?
A isto chamo de brutalidade. Entre vítima e algoz, escolha seu papel. Se quiser algo além disso, será o louco, o rebelde.
Quantas vezes fui chamada de “aventureira” de modo pejorativo? É estranho isso. Sempre associei aventura a algo muito fascinante e enriquecedor de experiências memoráveis. Por isto me lancei ao desconhecido, e sou grata pela força interior que me guia.
Bom, as histórias são muitas. Nesta imagem há memória de um moço holandês que me apareceu como um verdadeiro príncipe. O problema é que eu estava embriagada, e permaneci nesse estado por bastante tempo. Mas é certo que dele não posso reclamar nada. Comunicação aberta, sinceridade, disponibilidade existencial, respeito e consideração. Não vou tratar dos casos indignos, dos que merecem algum tipo de julgamento, dos que se acovardaram para esclarecer atitutes falsas, falsárias, desonestas, e prejudiciais a si e ao próximo.
Do meu amigo holandês, pudemos dissolver qualquer possibilidade de mágoa com a boa comunicação, e aceitar todas as diferenças, inclusive, as vezes a indisponibilidade emocional de conviver com elas.
Pessoas mais estáveis e com alguma formação conservadora, podem realizar alguns feitos com maior objetividade.
Nunca foi o meu caso. Meu “pacote” existencial, não é exatamente o dos mais suaves. Embora existam “vantagens”, entre perdas e ganhos, é fato que elas suplantam as desvantagens, no balanço geral.
Felizmente, não é o “balanço final”. Vamos ver se essa avaliação ficará ao meu encargo, ou se será póstuma.
Nestes últimos anos árduos, fiquei ouvindo as vozes das ruas, as vozes do mundo, as mensagens subliminares, as provocações. As paranóias afloraram, talvez por excessivo isolamento e solitude.
Algumas dessas vozes, mais do que mensagens, gritos, comandos, “do além”, como o do morador de rua, num dia de feira na Glória quando eu passava: “quero ser feliz nessa vida!!”.
E eu pensei: “eu também”, “boa lembrança”. A vida é agora, é o que todos queremos. Sempre o grande mistério: por que fazemos tanta fumaça? Não falo do vapor, dos aromas, do fogo que aquece. São os excessos…
xxxxx

Gritos da Performance

6metamorfose
O corpo manipulado pela moral é uma loucura! Loucura por loucura, sou mais a minha loucura!
As performances mais radicais colocam o corpo numa situação-limite. E eu me solidarizo com elas. Particularmente, reconheço que tenho um certo apego a idéias mais clássicas de beleza. Embora tenha capacidade reflexiva o suficiente para não considerar apenas um tipo de beleza, mas muitos e vários, existe uma idéia de harmonia que me seduz. Dores excessivas nos torna demasiado brutos, por este motivo sou fã do lirismo como capacidade intelectual de abstrair as situações mais dolorosas para a alma. Transmutá-las, transformá-las em algo que dignifique nossa existência.

Já provei a minha coragem me lançando ao mundo, e de muitas e diversas maneiras, de modo que me reservo ao direito em ter algumas reservas, assim como me sentir, por diversas vezes, frágil e exaurida para alguns desafios mais radicalizantes. Por isso mesmo, e também por isto, acredito na beleza da diversidade. Eu respeito quem quer se suspender pela pele com ganchos e ferros, assim como respeito quem costura a própria pele, seja do rosto, ou das genitálias, assim como quem realiza qualquer expressão mais visceral, que eu não faria, mas não me sinto no direito de julgar, repreender, rechaçar.

Resgatei este vídeo de anos atrás, por conta da “xereca satanik”. Lembrei deste exemplo, como uma forma mais leve de praticar a antropofagia da própria carne. Abaixo do link vêm o texto que escrevi na ocasião da polêmica sobre a tal performance na UFF, que depois descobri ter sido realizada por uma performer que conheço, com o apoio, dentre outros e vários, de uma amiga, professora das Belas Artes.  

Sobre a foto acima, faz parte das “Alegorias” que estou criando, em capítulos. Esta, especificamente, têm como referência planos de performance de pelo menos 10 anos atrás. O personagem passa da “sereia” a “mulher bomba”… mas estas são outras estórias… ;-)

Aumente o som, que é poesia minimalista. Uns acordes no violão, e o lamento de um violino que lembra pó, e o deserto.
Das brutalidades dos homens, já me afetei o suficiente para adoecer de mim. Mas posso dizer que fracassei na tarefa de ser tão ou mais bruta, e, sequer posso dizer que tentei, de fato. Esbocei inúmeros radicalismos, mas nada que colocasse toda fúria para fora. Um piercing pontudo no queixo, algumas tatuagens, um e outro tema mais “picante”, nada disso me representa tanto quanto usar a voz em sua toda sua potencialidade. 
Também defendo que a moral mais óbvia e repressora precisa ser questionada. Todo sistema baseado em propriedades, têm como base a sujeição da mulher, assim como a sujeição do homem pelo homem.
A mulher precisa ser a manipuladora do seu próprio corpo, a criadora do seu próprio senso estético, sobre a sua imagem. E, algumas mulheres, querem até dizer, que, se for pra serem violentadas, que seja entre elas, e de modo representativo, conceitual. Diferente da entrega do cú a pica, onde cada um quer contabilizar suas perdas e ganhos, recompensas e benefícios, a buceta quer que lhe abram passagem, para que se entenda seu real e verdadeiro manifesto.
Mais do que óbvio e piegas constatar, que não há felicidade ou amor para os brutos. Há apenas jogos, para uns, e, batalhas, para outros. E, se a batalha estiver como um “aplicativo” do jogo, os vencedores já estão pré-determinados.

Numa balança entre sucessos e insucessos, o peso desse último é quase fatal. Os sucessos são uma pluma, gotas de esperança. Mas eles não são promessas irrealizadas. São feitos verdadeiros, que, na maior parte das vezes, não encontram seus fluxos em lugar algum. A “brincadeira” dos contos de fadas, é mirar-se no espelho das suas filosofias. Mas, se for levá-los muito a sério, precavenha-se com muita água com limão, pois tristezas e amarguras precisam ser saboreadas como um remédio que só vai lhe trazer benefícios. Contar as desventuras humanas com bravura, força, determinação e heroísmo, é tarefa das óperas.
Esta moça italiana (rionices) mostra como funciona uma forma de lirismo, em dialogo com o pensamento antropofágico.
Dedico este post a Senhorita Vitral, sugerindo-lhe a seguinte campanha: “Antropofagie-se de sua própria carne: Seja Canibal, seja- seu próprio- Anti Herói”

 

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Pra costurar essa história, não tá nada mole…rs. O que posso dizer é que venho descobrindo que a ‘sina’ da sereia é bem mais complicada que a da cindy (conhecida como cinderella). Por que as coisas não se resolvem com um princípe apaixonado (que, aliás, ficou perdido, sei lá onde, num livro fechado, empoeirado, que ninguém mais lê… comido pelas traças, encharcado de bolor, enfim, pérolas aos ratos!).

O princípe da sereia, a ama e a odeia. Quer cuidá-la, mas, ao mesmo tempo, teme sua relação mágica com os elementais da água. Por isso, acaba se encantando com uma outra (ou outras), que lhe parece mais dependente e frágil. Daí, a sereia já deixou de ser sereia para virar mulher, e, como mulher, é uma chifruda! Chamam-lhe uma espécie de mulher sem alma, mas, em verdade é muito generosa. Chega a cogitar o triângulo amoroso, cuidando também da outra. Ou seriam outras? Não importa. A sereia também não é uma. São várias. 

Aliás, jamais imaginei que poderia ocorrer uma avalanche de sereias em todas as mídias, como têm ocorrido nos últimos anos. O negócio é que havia um encanto. A sereia primeira e única, uma vez mal-tratada, desapareceria, voltaria para suas águas. Saía a Mulher Chifruda, e retornava uma elemental da água, aos prantos – infindáveis -.

Ficar aos prantos também não é muito legal. Todo mundo imagina que sereia é que é feliz, vive numa boa, e nem precisa respirar. Mas não é bem assim!

Enquanto a Mulher Chifruda aproveitava o caos para ter os seus momentos cômicos

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a sereia sofre no ostracismo. Na maior parte das vezes, se aparece um boto querendo lhe alegrar, ela quase nem vê. Quando ela acorda da dor, nunca, ou quase nunca, têm botos em volta! Ela se decepciona! Pergunta aos deuses, por que tamanho desencontro de sentidos.

A Mulher Chifruda se recupera, se equilibra nos chifres, e canta uma ária barroca à francesa: não é necessária a grande voz!

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O princípe volta de viagem, é gay, mas têm um harém, todas vivem bem, e a sereia volta a viver imersa em suas águas.

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PS.: As imagens da “mulher chifruda” fazem parte do espetáculo musical encenado num cabaré da Lapa, Rio de Janeiro, em 2005, chamado “O Bordéu da Humanidade”, e, a moça em questão, esperava o marido, um príncipe (ou conde), chegar a cavalo depois daquelas ‘fugidas de guerra’, no período da Idade Média. As fotos do Paulo Inocêncio. A foto subaquática é de 2013, do Sascha Colmsee.

Fertilidade no Karnak

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Por que penso demais

teu silêncio me

conforta.

Por que estamos aqui,

entre muros e portas,

o espaço da minha mente

olha pro universo.

Sou o que penso,

você é o que sente.

E você sente que sentir faz mal.

Desejar não convém

ou convém, desenfreadamente.

Matéria da mente,

no que querem te adequar?

Ser forte é se atirar

sem desprezar o conteúdo.

Um coração fala alto,

e o que acontece com dois corações?

Não saberia explicar

matéria de tão pouca ciência.

Têm sempre alguém te observando.

Não sou comida.

Somos alimentos dos sentidos.

Valerá rir desse ritual.

O medo é todo mal.

Vida em contentamento comigo

até que falemos a mesma língua,

da força,

do acaso.

Não sei contar os números com precisão.

O professor de matemática me estressou sugerindo pressa.

Minha energia criativa ignora os limites.

Entre razão e emoção não há limites,

nem solução para esta equação.

Não falo mais da vida,

ela vêm de bom tamanho.

Quem foi que disse que era pra ser fácil?

Você faz o que faria,

antes que vire uma múmia no gesso.

Mas, se idéias antagônicas te bloqueiam,

mergulhe para descobrir o sentido do fluxo.

Ele vai.

Eu sempre tive amor,

e não houve quem mereça.

Me perdi, confundiram-se os valores,

me desmereci.

É assim,

na fertilidade pagã.

Ninguém decide, ou dirige o próprio destino.

Coisas em volta acontecem, e, mesmo que nunca estamos verdadeiramente sós,

existe a solitude sacerdócio-sacerdotisa.

O amor é mais.

(da série dos escritos do caderno “Sereia Eletro”, de 2008, com updates NOW)

Imagem e texto – Elen Nas

Mãe Água

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O ser, em estado líquido, somos esta forma, em movimento, de corpo, aparentemente sólido.

Antes de conhecer a geografia da Terra, mesmo um sábio, douto, filósofo, diria que o oceano é um rio imenso.

Outro dia, estava eu, numa queda d’água, e lá chegou um cão enorme, São Bernardo. Quando ele se aproximou da queda, eu estava dentro dela, e comecei a jogar montes de água na direção do cão. Ele pulava no ar para agarrar a água com os dentes! Achei isso muito engraçado, e, enquanto ria, ia jogando os montes de água, que davam impressão de corpo denso, sólido, e se desfaziam assim que o São Bernardo os “agarrava” com os dentes… Uma forma diferente de beber água…mordendo…

Me perguntei se no olhar dos bichos, o corpo visualmente sólido, era dotado de solidez… =)

Sem dúvida, um hidratante do paladar…

Também meu gatinho, quando bem filhote, parava diversas vezes em frente a bica jorrando água, e desfiava golpes “certeiros” com sua patinha, como se fora um “karatê kid” exercitando o treino diário de quebrar uma tora de madeira ou bloco de concreto com o foco de um movimento suave…

Ele vê a água como uma corrente sólida, que passa e se desfaz, contínuamente. Parece se surpreender toda vez que sua pata atravessa aquela corrente!

Nossa mãe água, útero e placentas das diversas e primeiras divinas formas de existência, recebeu muitos nomes, e esta associada a mitos, seres elementais e arquétipos importantes na construção da cultura/compreensão do humano… Femininos e masculinos, todos líquidos.

Esta criatura densa e primeira chamada oceano, é considerada fruto da primogênita união entre o céu e a terra.

(Aquarela e texto, Elen Nas)

Blue Moon

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“É o canto profundo, de todos os tempos, que atraiu os homens para o mar”  (“A água e os sonhos”, G. Bachelard)

O som das águas correndo no rio,

O som das águas em queda,

O som do mar…

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O tempo fora do tempo:

Infinito, lento, voraz.

Senhor de destinos,

O universo inteiro,

uma e mais vidas,

dentro de várias e muitas

fábulas.

(da coleção de aquarelas, imagem e texto, Elen Nas)

Naufrágio

Elen Nas - Aquarelas

Elen Nas – Aquarelas


43. KUAI/ IRROMPER (A DETERMINAÇÃO) —–> English
Acima TUI, A ALEGRIA, LAGO.
Abaixo CH’IEN, O CRIATIVO, CÉU.

Comentário: “Ainda que um só homem inferior ocupe uma posição influente numa cidade, ele poderá oprimir os homens superiores. Ainda que uma só paixão subsista no coração, poderá ela obscurecer a razão…
- Não é possível um compromisso com o mal; ele deve ser abertamente desacreditado, sejam quais forem as circunstâncias. Nem se deve procurar encobrir suas próprias faltas e paixões… Do mesmo modo, não devemos combater diretamente nosso próprios defeitos…
-A melhor maneira de combater o mal é procurar progredir com energia na direção do bem.”

Imagem: “O lago elevou-se aos céus; a imagem do IRROMPER. Assim o homem superior distribui riquezas para os que estão abaixo, e evita acomodar-se à sua virtude.”

Linha: “”Ervas daninhas” renascem sempre, e são difíceis de exterminar. Assim também a luta contra um homem inferior numa posição elevada exige uma firme decisão. Como se está associado a ele, há perigo de se desistir da luta considerada perdida. Mas isso não deve acontecer. É preciso seguir com decisão, sem se deixar desviar do caminho. Só assim permanecerá livre de culpa.”

Bom, devo dizer que isto não é um livro marxista falando da “luta de classes”, mas uma outra referência, séculos e séculos mais antiga, até milênio(s)… “O livro das mutações” conhecido como I CHING

Então, existe o jogo do poder, que provavelmente vêm de um esquema de compensações internas (já comentei isto diversas vezes por aí, mas, em suma, quanto maiores os complexos, frustrações, etc., maior o apego a tudo que faça o indivíduo sentir-se superior a outros, etc., etc. Hitler é um bom exemplo para entender isto…só olhar pra ele, ver suas características físicas, etc…). Quando este “jogo” extrapola prejudicando, em excesso, o maior número de pessoas, a crítica se avoluma…

Da mesma maneira que um ecossistema, interno ou externo, várias maneiras de lidar com o problema serão criadas, agrega-se a eles, os elementos da arte e da ciência.

Quanto maior o totalitarismo, os desequilíbrios no esquema de poder, mais na ‘berlinda’ estarão seus seguidores, mentores, e “líderes” (bom, eu vejo a palavra “líder” de uma maneira mais nobre e genuína do que os oportunistas que se aproximam das ligações de poder, supostamente para servir o público…mas enfim, deixemos a nomeclatura…), e, dessa forma, tudo que for diferente, excessão, etc. e tal, poderá ser uma ameaça a manutenção do status quo.

Bom, genericamente, é isto, que vai além de uma visão economicista de “luta de classes”. Ainda há os que insistem nisso, mas, a esta altura, já está provado que o buraco, é “bem mais embaixo”, por isto devemos insistir nesta busca e buscar as referências mais arcaicas, pois esta é a maneira de mostrar que a raiz do problema está em alguns esquemas criados pelo humano, baseado na forma como passou a lidar com as emoções, e por aí vai…
;-)

O post anterior seria este abaixo, mas, por fim, resolvi consultar o I Ching, por quen nestas poucas linhas que havia escrito, considerei estar reduzindo a complexidade da questão a uma “luta contemporânea” que prega a “liberdade de mercado”, mas que pode ferir suas próprias leis, quando a inclusão de novos elementos neste mesmo mercado são vistos como ameaça…

“Personal comment (“naufraga quem não arrisca”): As vezes, uma civilização inteira, quer punir os que se arriscam, tornando-se, toda ela, um naufrágio. A norma, o protocolo, quem a fere é taxado de rebelde, e pagará um preço bem alto, por se afastar das tendências majoritárias. Existem também fluxos, as vezes são favoráveis, mesmo ao que se apresenta como “excessão”. Seria de esperar que, se “quem não arrisca, não petisca”, quem se arrisca, com propriedade, deve petiscar, a vontade! rs. Quando não é assim, a sociedade onde o risktaker está inserido, pode estar um pouco doentinha. Toda a estrutura de mercado, comércio e indústria, a nível mundial, chega a seus picos de exaustão. Foram criadas crenças, já a muito introjetadas, que não podem, nem devem, seguir adiante impunemente, veja este post, o vídeo sobre a “obsolescência programada”.
(Aquarela da série “A Espera” )

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